Como uma melodia suave de dedos ao violão ,
O teclado se move no comando do coração ,
Dizendo que sinto em meu interior intimidade ,
Sobre o que se passa com este ser em verdade ,
Eu sou como uma noite fria de inverno ,
Um animal silvestre desgarrado do ventre materno ,
Fugindo de almas do outro mundo ,
Do imaginário assustado e fecundo ,
Tentando fazer tudo ter sentido ,
Respeitando o que outro sente ,
Com um passado de relação ressentido ,
Um relógio interno que a tudo pressente ,
Mas que de nada serve a um ser tão sozinho ,
Que se movimenta como um velho moinho ,
Tentando fazer sua roda da história funcionar ,
Mas que é muito de sentir e se emocionar ,
Como um ser caçado e sempre atento ,
O cursor se move pelo sentimento ,
Parece desvendar o que está em minha sensibilidade ,
Fazendo e transformando a minha amabilidade ,
Pra um ser que já foi surrado e trancado ,
Sentir por si mesmo , já é ser amado ,
Meu tempo anda muito ágil ,
Todo o tempo sinto ser o suspiro último e primeiro ,
Meu coração é como uma flor frágil ,
Ao forte e prolongado ventaneiro .
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