sábado, 21 de maio de 2011

Em noite fria a lágrima fulgente .

Sinto uma falta de antiga relações ,
Fico tentando consertar certas ações ,
Lembrando do que havia feito naqueles momentos ,
Parecem vozes que me perseguem em pensamentos ,
Mas , a verdade é o que eu fui ,
Convive a confrontar o que sou ,
E ás vezes a boa conduta tão pouco flui ,
Por um sentimento que pelo susto vôôu ,
E espero que um dia os ventos o traga de volta ,
Mas por enquanto continuo na interna revolta ,
Tentando entender o por que de tudo ,
Imerso neste solitario sonho profundo ,
Tentando descobrir qual o sentido da emoção ,
E qual é a solução pra um tão remendado coração ,
Parece que o mundo muda com meu olhar ,
Mas sou eu que muda o mundo ao olhar ,
Meu medicamento é o que escrevo ,
Mas a solução é o que na verdade espero ,
Mas rogo em oração no que transcrevo ,
Pra tentar conseguir o que quero ,
Mas o que sinto pelo menos deixo bem nítido ,
Um sentimento desforme em uma tela de cristal liquido .

Desconfio de toda a estrutura da sociedade ,
Que em minhas dúvidas tão pouco há saciedade ,
Às vezes parece que sou de outro ambiente ,
E talvez seja por isto que pareço um doente ,
Apenas por ter comportamento diferente ,
E ás regras da sociedade ser incoerente ,
É como se eu estivesse em uma estranha camada social ,
Vivendo em uma dimensão paralela entre o bem e o mal ,
Como se tudo que eu tente fazer para ser bom fosse irrelevante ,
E que tudo que eu faça para compensar a vida tão pouco seja o bastante ,
E talvez este choro seja mesmo pertinente ,
Em noite fria a lágrima fulgente .

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