Minha ansiedade de criar algo logo ,
Em uma mar de versos me afogo ,
Tentando encontrar o navio de meus conterrâneos ,
Vou entre as cavidades e os túneis subterrâneos ,
Entre embarcações de estrofes ,
Entre riquezas de sabedorias em cofres ,
Minha vida sem minhas origens parece pouco existir ,
E tenho a sensação de alguém estar sempre a me assistir ,
Passo por algas de trovas ,
Por marinheiros falecidos sem covas ,
Eu pouco sei se importa o que eu vou encontrar ,
Mas de qualquer jeito de cabeça neste objetivo fui entrar ,
Permaneço na escuridão no fundo ,
No imaginar absolutamente profundo ,
Pensando em me entregar ao fim ,
Queria saber de onde veio a mim ,
Mas parece impossível ,
Mas é imprescindível .
Vivendo aceitando a sugestão ,
Mas sem qualquer prescrição ,
Me guia o sentimento dessas marés ,
Nadando ou só molhando os pés ,
Sem saber mesmo quem sou realmente ,
Evitando que em vão neste oceano minha alma paire ,
Fico concentrado no poder superior e minha mente ,
Continuando a viver mesmo com todo o desaire .
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