Abaixo da camada ,
Estou eu ,
Uma realidade retratada ,
A cada dia que amanheceu .
No subsolo da vida ,
Lembranças descabidas ,
Memórias escritas e lidas ,
A procura de uma saída .
Vejo solidão ,
Mas não posso tocar ,
Pois por toda imensidão ,
Posso gostar .
Há mais papéis amassados na lixeira ,
Do que papéis úteis e em uso ,
Os rabiscos da esperança se deram como a primeira ,
De uma série de virtudes descartadas que me deixam confuso .
Como a vegetação de uma estação fria ,
Repouso em um profundo sono ,
Habitats de uma vida vazia ,
Folhas secas de outono .
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