terça-feira, 21 de maio de 2024

O labor das horas

Em uma noite fria de outono , 
Um amor congelante , 
Percorre meu intenso anti-sono , 
Um insone gritante . 
O céu antes estrelado , 
Hoje enuveado e nublado , 
Posso sentir o coração balbuciando , 
Tagarelante , dizendo , falando . 
Há algo além , 
Na qual sabe-se pouco , 
Muito aquém , 
Da sabedoria de um louco . 
Posso seguir ignorando , 
Ou tentar descobrir , 
Quem na verdade estou amando , 
E qual o motivo de sorrir .
Sou pequeno , perto da vastidão do universo , 
Sou sereno , impróprio para compreender um simples verso .  
Tento entender , 
No mínimo compreender , 
Até aqui já foram vários foras , 
No labor das horas .

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