segunda-feira, 8 de janeiro de 2024

Madrugadas de segunda para terça

Em uma encruzilhada sem destino , 
Hoje homem , antes menino , 
A lua dá o toque fino , 
Nesta sinfonia de desatino , 
Ela não me quer mais , 
Segregado como jamais . 
Escrevo para ter a companhia da solidão , 
Observo o céu a noite para contemplar a imensidão , 
E percebo a vastidão , 
E me perco na multidão .
A sociedade tem seus padrões , 
Regras , leis e visões , 
Nunca consegui me encaixar , 
Apenas seguir , opinar e achar . 
Na ventania de uma madrugada fria , 
Escrever , ser poeta , quem diria , 
Apenas gostaria de expressar o sentimento , 
A todo coração solitário , serve como alimento .
Há poucas regras que eu obedeça , 
A poucas autoridades que eu reconheça , 
É certo que nas palavras envelheça , 
Madrugadas de segunda para terça .

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