Em uma encruzilhada sem destino ,
Hoje homem , antes menino ,
A lua dá o toque fino ,
Nesta sinfonia de desatino ,
Ela não me quer mais ,
Segregado como jamais .
Escrevo para ter a companhia da solidão ,
Observo o céu a noite para contemplar a imensidão ,
E percebo a vastidão ,
E me perco na multidão .
A sociedade tem seus padrões ,
Regras , leis e visões ,
Nunca consegui me encaixar ,
Apenas seguir , opinar e achar .
Na ventania de uma madrugada fria ,
Escrever , ser poeta , quem diria ,
Apenas gostaria de expressar o sentimento ,
A todo coração solitário , serve como alimento .
Há poucas regras que eu obedeça ,
A poucas autoridades que eu reconheça ,
É certo que nas palavras envelheça ,
Madrugadas de segunda para terça .
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