Enquanto as horas morrem ,
Tudo tem seu fim ,
Os segundos corroem .
Na beira da vida ,
Numa data querida ,
Cada tempo tem seu valor ,
Seja de amor , ou , de dor .
Na velocidade do ponteiro ,
O velho relógio permanece inteiro .
As coisas ficam ,
Sou eu quem vou ,
As memórias edificam ,
Mostram que acabou .
Penso no compasso da chuva ,
Nesta vivência cor de uva ,
Um vinho sem alcool por favor ,
Quinze anos limpo ,
Aprendizados da terra do calor ,
A natureza desminto ,
Dedicar a abstinência pelo amor .
Cegado por meu próprio desejo ,
Absorver luz e escrever ,
Cada imagem , um gracejo ,
Vontade de ver .
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