Quase sem parar ,
Entre o positivo e o negativo ,
Jamais a comparar ,
Mas viver tem seus motivos .
Como uma fotografia viva ,
Entre aparecer e desaparecer ,
Uma mágica que faz com que a vida sobreviva ,
O amanhecer e o anoitecer ,
Pedaços de mim ,
Espalhados pelo chão ,
Unidos sim ,
Por uma superfície de junção ,
Formando esta realidade ,
Fazendo-me duvidar da verdade ,
Pois a simulação pode controlar o bom senso ,
E por outras razões de cunho extenso ,
Ora dentro , ora fora ,
Pra onde devo ir embora ?
Se tudo é uma coisa só ,
Um só nó ,
Sem volta e sem primeira vez ,
Há de haver vida talvez ,
Ou o que sobrou dela ,
Como uma vela ,
No escuro ,
Nunca sei onde parou de queimar ,
Em um estranho futuro ,
Onde já não há céu , terra ou mar ,
Apenas a impressão ,
Um resquício de expressão .
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