Uma ferida viva ,
Como um corpo que se ama no caixão ,
Espero que o tempo sobreviva ,
Ou me cure com uma intensa paixão .
A dor de quem se vai ,
A dor de quem está distante ,
Uma presença que esvai ,
Na ruptura do instante constante .
Vejo coisas , alucinações ,
Uma bússola amorosa ,
Que aponta para todas as direções ,
Um coração murcho , como uma velha rosa ,
De um roseiral condenado ,
Uma floresta devastada ,
Um corpo plastificado ,
Pela falta da querida amada .
Eu acreditei na observação ,
E em corpo estou presente ,
Mas está longe a solução ,
Para estar de fato contente .
Espero que forças o vento me conceda ,
Amores para curar uma perda ,
Uma falta permanente ,
Um vazio pertinente .
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