domingo, 16 de janeiro de 2022

Domingos platônicos

Hoje acordei , 
E reparei , 
Que as horas haviam passado , 
Com o rosto amassado , 
O cabelo desgrenhado , 
E o corpo desarrumado , 
Fui lembrar dela , 
Na manhã amarela , 
Pude ver que a vida havia perdido , 
Todo e qualquer sentido . 
Esqueci-me do que realmente importa , 
O tempo havia consumido o viver , 
Como um navio que em uma ilha deserta aporta , 
Sozinho não conseguia ver , 
Mas a lembrança é mais forte , 
Estar vivo é um golpe de sorte , 
E agora pensativo , 
Vejo possibilidade , 
Reflexivo , 
Buscando validade . 
Queria tanto que o vento te trouxesse para mim , 
Perdi tempo preocupando-me com o fim , 
E agora vejo que a chance é menor , 
Mais a saudade é maior . 
Você se tornou mulher , 
Eu um pobre poeta , 
Você fez sucesso , 
Eu multiplico pensamentos de regresso , 
No fundo da alma , 
Ainda te quero , 
Já sem paz e sem calma , 
Ainda te espero . 
Será meio difícil me declarar ,  
Mas o tempo não vai parar , 
E confesso que acredito no seu potencial , 
E no momento tornastes oficial . 
Ainda naquelas festas de reggae , 
Após , em domingos crônicos , 
Peço aos ventos que me carregue , 
Pois como naqueles dias , ainda lembro de você , em domingos platônicos . 


 

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