segunda-feira, 22 de novembro de 2021

Que a ociosidade esqueça

Perto demais , 
Para poder ignorar , 
Como mães e pais , 
Fui me apaixonar . 
Ás vezes é preciso distância , 
Afastar por amar em demasia , 
Como um garoto sem infância , 
Procurando a verdadeira poesia . 
As vezes é preciso espaço , 
Para proteger a pessoa de si mesmo , 
Como estrelas cadentes me despedaço , 
Para evitar ser sempre eu mesmo . 
As vezes é necessário fugir , 
Ouvir a noite rugir , 
O bradar silencioso , 
O derruir ocioso .  
As vezes o nunca parece mais aceitável , 
Até que o pouco tempo juntos já seja agradável , 
E continuar , 
Pode ser que alguém saia ferido , 
Como um luar , 
Um beijo deferido , 
Que já é tanta alegria , 
Que afastar evoca sabedoria . 
As vezes , o tempo é um sujeito , 
Que acelera o peito , 
Que causa dor de cabeça , 
E faz com que se convença , 
Como um sinal , 
Onde o melhor é o final ,
Fazendo com que nada permaneça , 
Desejando que a ociosidade esqueça . 
 


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