Perto demais ,
Para poder ignorar ,
Como mães e pais ,
Fui me apaixonar .
Ás vezes é preciso distância ,
Afastar por amar em demasia ,
Como um garoto sem infância ,
Procurando a verdadeira poesia .
As vezes é preciso espaço ,
Para proteger a pessoa de si mesmo ,
Como estrelas cadentes me despedaço ,
Para evitar ser sempre eu mesmo .
As vezes é necessário fugir ,
Ouvir a noite rugir ,
O bradar silencioso ,
O derruir ocioso .
As vezes o nunca parece mais aceitável ,
Até que o pouco tempo juntos já seja agradável ,
E continuar ,
Pode ser que alguém saia ferido ,
Como um luar ,
Um beijo deferido ,
Que já é tanta alegria ,
Que afastar evoca sabedoria .
As vezes , o tempo é um sujeito ,
Que acelera o peito ,
Que causa dor de cabeça ,
E faz com que se convença ,
Como um sinal ,
Onde o melhor é o final ,
Fazendo com que nada permaneça ,
Desejando que a ociosidade esqueça .
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