A escuridão permanece sobre minha cabeça ,
O silêncio torna a noite armada ,
Pronta para quê da solidão eu me convença .
Vejo pelas entrelinhas ,
As flores sozinhas ,
O sol já foi dormir ,
E eu nunca quero ir ,
Não quero mais sonhar ,
Apenas amar .
Meus livros acumulam teias ,
A leitura está em segundo plano ,
O sangue que corre em minhas veias ,
Torna-me insano .
Tudo está meio subentendido ,
Talvez nada deva ser compreendido ,
Causa menos dor ,
Inibe o consumismo e o valor .
Pensei em entregar uma flor ,
Para provar de meu amor ,
Mas a noite me engoliu ,
E só restou o vazio ,
Por onde a verdade saiu ,
É tarde e está frio .
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