Nos velhos cadernos no armário ,
Escravo da economia e do salário ,
Os velhos livros sobre a mesa ,
Apesar de tudo ,
A chama do amor continua acesa ,
Posso dizer , que sou sortudo .
As roupas antigas ,
E por demais usadas ,
Ouço cantigas ,
Não mais para amadas ,
Mas para uma amada ,
Uma monogamia consagrada .
No ventre da baleia ,
Ou por dentro da condução ,
Meu ser anseia ,
Por uma melhor condição ,
De viver sem tanto sofrimento ,
Poder expressar o sentimento .
Mais um brasileiro na pandemia ,
Vivendo na epidemia .
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