sexta-feira, 12 de março de 2021

Vivendo na epidemia

Nos velhos cadernos no armário , 
Escravo da economia e do salário , 
Os velhos livros sobre a mesa ,
Apesar de tudo , 
A chama do amor continua acesa , 
Posso dizer , que sou sortudo . 

As roupas antigas , 
E por demais usadas , 
Ouço cantigas , 
Não mais para amadas , 
Mas para uma amada , 
Uma monogamia consagrada . 

No ventre da baleia , 
Ou por dentro da condução , 
Meu ser anseia , 
Por uma melhor condição ,
De viver sem tanto sofrimento , 
Poder expressar o sentimento .

Mais um brasileiro na pandemia ,
Vivendo na epidemia . 



  

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