A graça da solidão da madrugada . Após um dia cheio : ônibus lotado , poluição sonora , informação demasiada sobre prevenções de doenças , tempos de pandemia . Tudo mudou , tudo muda , tudo continuará mudando . Nos jornais de ontem , as crises eram superficiais , se comparados a esta situação viral , o problema atingiu todas as esferas , inclusive as mais nobres , com mais recursos . Este vírus veio atravessar qualquer barreira , por mais intransponível que seja . O calendário se move com vida própria , um ano difícil , sem quaisquer perspectivas positivas , uns 365 dias de noticiários de números de casos e mortes alarmantes . Pensei ser imune a estas situações e a estas versões de filmes de terror , eu estava enganado . Convivendo com a doença , retratando a pandemia , desaparecendo com a vida , por conta de uma bactéria microscópica . Alguém pode me dizer qual o final deste filme ? Talvez ninguém . Sobrevivendo nesta sociedade de mascarados .
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