Noite estranha e cinzenta ,
Na cidade , quando tudo se apaga ,
O pulmão arrebenta ,
Fumaça que calma , afaga ,
Levo para lugares que tento evitar ,
Estranhas sensações de falta de estar ,
O pensamento em outro lugar , outro canto ,
O coração mendiga , explorado e em pranto ,
Tenta encontrar uma saída ,
Para estes modos de vida ,
Mas há apenas o nada absoluto ,
Sério , concentrado , em luto ,
Em um estado de reserva ,
Vivendo nesta selva ,
Neste lugarejo barulhento e escuro ,
Onde pouco há o que procuro ,
Apenas solidão ,
Apenas imensidão ,
De um ideal ,
Que leva ao começo ,
Mal ,
Amanheço :
" Vejo ,
Na claridão do dia ,
Desejo ,
Que no interior ardia ,
Mas anda se apagando ,
Anda extinguindo ,
Pensava que estava amando ,
Mas estava caindo ,
Tombo sobre tombo ,
Uma mão ao sair do escombro ,
Sou eu , renascendo ,
Sentimentos desvanecendo " .
Gostei muito !
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