Nas esquinas ,
De uma noite solitária ,
Nas retinas ,
Mensagens para uma destinatária .
Vejo nesta escuridão ,
Caminho pela sensação ,
Daqui até a imensidão ,
Ação e reação .
Nas vielas ,
Fumos como velas ,
Queimam e acordam para o fim ,
Para longe de mim ,
E de qualquer um ,
Para lugar nenhum ,
Para canto algum ,
Sou mais um .
Nas calçadas ,
Alegrias amassadas ,
Verdades guardadas ,
Brigadas armadas ,
Contra o automóvel tecnológico ,
Pelo termo lógico ,
Tudo está em ruínas ,
Em lojas basicamente suínas .
Nos becos ,
Goles secos ,
Um pouco de saudade por favor ,
Um pouco de medo e pavor ,
E a sujeira parece a menor preocupação ,
De uma vida dupla ,
Uma estranha ocupação ,
E manter a culpa .
Ultimamente a verdade está armada ,
Longe ou na quebrada .
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