Ás vezes penso no que fiz de errado ,
E queria que tivesse em solução encerrado ,
Mas mesmo que eu consiga recurso ,
Tudo ao meu redor tem seu próprio curso ,
E mesmo que eu acredite que algo faz parte de mim ,
Será isto no momento atual em todo o meu esforço fazer fim ,
Prefiro ser sozinho e me manter calado ,
Sem qualquer direção ou caminho traçado ,
Apenas seguindo rumo ao presente ,
Tentando estar adiante do recente ,
O pensamento é automático ,
Ou sou do bem ou me auto - anulo ,
Ultimamente optando por estar alifático ,
A qualquer dificuldade dispenso e pulo ,
Nada mais tem ou faz medida ,
Toda a minha materialidade retida ,
Minha vontade deste mundo está apreendida ,
Pela fera que habita minha mente aturdida ,
Querendo meu direito e me restando a consequência ,
Tão pouco importa se aceito ,
Já tão pouco tenho virtude ou essência ,
Apenas uma dor que fustiga meu peito :
" Ouço para ter coragem de falar ,
Cheiro para poder exalar ,
Vejo para conseguir pensar ,
Sinto para atingir o repensar ,
Me escondo em tudo ,
Permanecendo mudo ,
Confesso que me iludo ,
Meu sofrimento eu acudo ,
Da minha dor eu cuido ,
Um coração protituído : "
" Preciso fazer o que quero ,
Resultado de meu esforço espero ,
O futuro é agora ,
E preciso de meu medicamento ,
Ou talvez ir embora ,
Em meu último lamento . "
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