quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Estranha e obscura caverna .

O anoitecer me envolve e me leva ,
A lembranças do passado que a mente conserva ,
Lembro do amor de uma ninfa de meu prazer ,
Algo que é tão inocente e puro de reconhecer ,
Éramos jovens e ninguém sabia de nossa relação ,
O que sentíamos ia muito além ,
É algo ainda nas raízes do coração ,
E não consigo mais gostar de ninguém ,
E me é tão fabuloso ter amado alguém ,
Que chegou a gostar de mim também ,
E hoje entre versos , prosa e poema ,
Minha atitude de te amar é tão efêmera ,
E vivendo com minha própria lei e lema ,
Sabendo de acordo com eu lera ,
E transformando o raciocinio em sentimento ,
Do jeito que ela me ensinou ,
E pedindo toda á noite ao vento ,
Para ela ainda saber quem eu sou ,
Sinto falta daquele carinho ,
Que hoje se transformou em agrado sozinho ,
Queria provar daquela individualidade tão terna ,
Sair desta estranha e obscura caverna .

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