Imagino em um vale verdejante ,
Nós dois caminhando com pensamento viajante ,
Indo um em direção ao outro ,
Almejando um encontro ,
Nos abraçamos e dividimos a felicidade ,
Uma visão que me causa tenacidade ,
Mas que jamais termina com a saudade ,
Que levo desde minha mocidade ,
De seus longos cabelos dourados ,
De seus membros corados ,
De sua perspectiva de ver a vida ,
De como me fazia flutuar em subida ,
De como era fonte de minha inspiração ,
E de como é bom o teu coração ,
Talvez todas estas qualidades pouco voltem ,
E este relacionamento não mais nos pertencem ,
E tudo me diz para ir em frente ,
Mas a intuição me ataca de repente ,
Ao ouvido me falando ,
A mente me contando :
" não leve a vida tão serio assim ,
Vivo por você , e tão pouco por mim ,
Eu acredito em sua capacidade ,
E na verdade ter dom é ter saudade . "
Talvez o vale já tenha secado ,
Talvez o sentimento já tenha acabado ,
E um dia eu disse a ela em prosas :
" . . . eu com esta mania de imaginar um monte de coisas . . . " .
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