Cada ser humano sabe sua hora de ir ,
De atravessar o túnel e chegar ao luzir ,
Pra outra vida se auto - destinar e partir ,
Pra sua real natureza vital refulgir ,
Nenhum hábito , lugar ou pessoa ,
No seu âmbito em tônico ressoa ,
Duvida desta mascara que é a realidade ,
E vive de irreal e pseudo - saudade ,
Quando as vontades e os motivos ,
Estão totalmente banais e inativos ,
O fundo da alma em impulso ,
Do viver e apreciar em repulso ,
Querendo acordar do pesadelo ,
Deste sistema de falso modelo ,
Que torna todos um mesmo ser ,
Que se confunde no que deve fazer .
No interior um temporal vem chegando ,
No globo ocular se desvairando ,
Fazendo um som na consciência :
"Nada se leva desta vivência"...
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